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Inspiration Lab

Ser mais igual

Pudesse eu ser mais rica.
Pudesse eu ser melhor.
Pudesse eu ser mais esperta.
Pudesse eu ser mais animada.
Pudesse eu ser mais estável.
Pudesse eu ser quem não sou.
Pudesse eu ter tudo.
Pudesse eu ser mais feliz.
Pudesse eu ser mais.
Pudesse eu ser especial.
Pudesse eu ser diferente, seria exatamente igual.

Mereço-te?

Mas que forma de pensar é essa, essa que te faz acreditar que todos são superiores a ti? Que é isso de acreditares que só os outros têm direito a ser felizes? Porque tens tão pouca fé em ti que nem te permites sonhar? Abandona essa crença que só outros me podem fazer feliz!
Para que quero eu, afinal, aventuras loucas quando me posso perder nas profundezas dos teus olhos? Para que quero eu animadas conversas quando me posso afogar nos teus significativos silêncios? Para que quero eu desenfreadas corridas quando podemos deixar as nossas almas divagarem, livres? Para que quero eu limitar-me a sonhar se contigo todos os meus sonhos posso concretizar? Porque quero eu outro alguém se contigo posso ficar?
Para que quero eu o perfeito? Para que quero eu procurar o que não sou nem ninguém é? Para que quero eu procurar algo que na verdade nunca encontrarei? Não há pessoas perfeitas, não há. Não há relações perfeitas, não há. Não há momentos perfeitos, não há. Mas há esperança. Há vida. Há duas pessoas fintando os obstáculos da vida, ultrapassando desafios, caindo, erguendo-se, lutando, nunca parando. Quem foi, afinal, que te disse que tinha de ser perfeito para ser bom? Quem foi que te disse que tinhas de ser livre de qualquer falha para que pudesses viver?
Não consigo prever o futuro, é verdade. Mas há algo que consigo fazer. Consigo reconhecer uma história repetindo-se. Consigo denotar quando me deparo com dois capítulos idênticos. Consigo recordar-me do final da história que já li, adivinhando assim o final da história que ainda leio. Consigo alertar o escritor. Consigo dizer-lhe que a história que escreve está demasiado previsível.
Consigo aconselhar-te a mudar o rumo da tua história. Consigo dizer-te que, se assim continuares, o mais provável é acabares enterrado nas tuas tentativas de perfeição. Consigo aconselhar-te a parares.
Pára, um instante que seja. Olha à tua volta. Repara como o solo apresenta sulcos. Como as árvores estão esburacadas. Admira as folhas meio-partidas. Ouve o canto desafinado de um pássaro que ao longe canta. Algo do que vês é perfeito? Algo do que alguma vez na tua vida viste é perfeito? E é por isso que deixam de ser menos belos? É por isso que deixam de merecer o seu lugar neste mundo? Então porque tentas tu ser o que nada nem ninguém consegue ser?
Abraça a as tuas imperfeições. Não trabalhes para ser perfeito, trabalha para ser melhor. Compete com o único adversário que realmente tens. Compete com quem foste ontem, mas orgulha-te se não superares que serás amanhã. Ama-te! Ama-te, porque não amarás verdadeiramente nem serás amado se não te amares primeiro.
E, mais importante do que tudo, algo que só conseguirás atingir quando muitas outras coisas primeiro atingires, sê feliz. Pura e genuinamente feliz. Não para me fazer feliz. Não para satisfazer alguém. Mas porque tu mereces ser feliz. Porque tu mereces paz. Porque tu mereces ser quem tu mereces ser.
Merece-te. Mereço-te?

Ideais de beleza

Cada vez mais o facto de algumas revistas editarem as fotografias de celebridades é um assunto polémico e, por isso, decidi fazer uma pequena experiência para tentar entender se um rosto "perfeito" compensa a simplicidade e naturalidade das fotografias. Para isso, retirei da internet uma fotografia de uma jovem linda, mas tentei colocá-la consoante os padrões de beleza atuais. Este foi o resultado:

                                  ANTES                                                                          

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                                     DEPOIS

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Esta mulher já era linda e continuou linda quando lhe cobri algumas imperfeições.  No entanto, a melhor versão dela é definitivamente a primeira, porque é a verdadeira, natural e original. Quem quer saber se tem borbulhas ou vermelhidões! Se quer ou não escondê-las no seu dia-a-dia é escolha sua, mas se esta mulher decidisse aparecer na capa de uma revista assim, quem era eu ou qualquer outra pessoa para a mascarar? 

Tenham lá juízo e respeitem a beleza humana da sua forma plena e natural, que é como ela mais deve ser valorizada! 

 

E tu, o que vês? (de mi para tim #4)

A vida nem sempre é justa, sabes? Às vezes os bonzinhos sofrem mais do que aqueles que dedicam toda a sua vida à destruição da vida alheia. Às vezes pergunto-me porque tem que ser assim. Sabes? Eu não. Mas é assim.
Nem sempre quem te magoou te vai pedir desculpa. Nem sempre quem mais amas vai retribuir o sentimento. Nem toda a gente vai conseguir respeitar-te. Por vezes, sentir-te-às abandonado. Irás perguntar-te que tão enorme mal fizeste para merecer tão terrível destino. Talvez até duvides se este é mesmo o teu lugar. Talvez até duvides de quem sempre te quis bem. Mas a vida é assim. Às vezes os nossos maiores companheiros tornam-se nos nossos piores inimigos. Às vezes somos perseguidos por monstros que habitam dentro de nós. A vida é assim. Injusta. Imprevisível.
Nem sempre as tuas boas ações serão recompensadas. Nem sempre os teus generosos gestos serão retribuídos. Não faz mal se ficares triste com tamanhas injustiças. Chora. Entristece-te. Revolta-te. Mas nunca, nunca, permitas que as voltas que a vida dá te tornem em alguém amargo. Nunca tomes uma decisão irreversível só porque estás consumido por um sentimento que, por muito intenso que possa ser, é temporário. Nunca permitas que as tuas quedas ao longo do caminho que percorres te façam duvidar do teu valor.
Não te vou mentir. Não vou embelezar a verdade, como muitos parecem preferir fazer. A vida custa. A vida dói. A vida é sofrida. A vida é uma enorme sucessão de desafios que na sua maioria nos levam ao limite. Durante a tua vida, sofrerás muito. Chorarás imenso. Terás vontade de desistir. Mas não permitas que as trevas te consumam. Quando não houver luz ao fundo do túnel, acende chama dentro de ti, aquece-te, ilumina o teu caminho! Aprende lições com as provas da vida, torna-te mestre nesta corrida, espanta todos aqueles que em ti se recusam a acreditar! Vai, de que é que estás à espera? Se não trabalhares para alcançar os teus objetivos, ninguém até eles te irá carregar! Então, pergunto-te, o que preferes? Qual a tua decisão? Será que decides ficar para trás, baixar as armas, lamuriar-te sobre as tristezas da vida como se só a ti ela pregasse rasteiras? Ou será que preferes lutar? Será que preferes viver? Arrisca-te! Supera-te! Aprende com os teus erros, aperfeiçoa as tuas técnicas, afia as tuas armas e vai à luta! Chega de lamúrias!
Deixo contigo algo que demorei bastante a aprender. A vida é o que tu queres ver. A vida é injusta, sim. Triste, sim. Sofrida, sim. Dolorosa, sim. Mas a vida é, também, uma imensa aventura. Uma alegre demanda. Uma conquista sem fim! Assim, cabe-te a ti e a ti unicamente decidir como preferes olhar para a vida. Uns veem tortura. Outros veem aventura. E tu, o que vês?

Vive. (de mi para tim #3)

Ajuda os outros. Escuta os seus silêncios, ouve o que eles não dizem. Sê a mão amiga que os conforta sem que eles necessitem de pedir o teu auxílio. Sê quem está lá para eles quando mais ninguém está. Respeita-os e compreende-os, mesmo quando ninguém parece disposto a fazê-lo.
Ajuda os outros, mas não te esqueças de ti. Não te esqueças que também tu necessitas de ti. Também tu tens objetivos, sonhos, receios, devaneios, ansiedades. Também tu necessitas de ajuda, e podes ajudar-te. Cuida de ti nas maneiras mais simples. Porque quando acumuladas, as coisas pequenas, os pequenos pormenores, deixam de ser assim tão pequenos e insignificantes. Livra-te da rotina. Faz de cada dia um exemplar único. Aprecia os pequenos momentos. Nota as ligeiras mudanças. Não te permitas deixar de ser criança. Ri. Ri muito. Dança. Não deixes de fazer o que mais gostas de fazer simplesmente porque receias ser julgado. Viaja. Conhece o Mundo. Interage com nova gente, experimenta sabores diferentes, contacta com culturas desconhecidas. Lê muitos livros. Sonha muito, sonha imenso. Estabelece objetivos e trabalha para a eles chegares. Não te limites a pôr o teu futuro nas mãos do tempo! Sê positivo. Critica, mas construtivamente. Espalha felicidade. Cultiva alegria. Coleciona momentos. Rouba beijos, arranca gargalhadas, repara corações! Faz dos teus dias uma competição, tentando torná-los ainda mais incríveis, alegres e memoráveis do que os que os antecederam. Sorri. Beija. Abraça. Diz o que tens a dizer. E, mais importante do que tudo, vive. É coisa rara nos tempos que correm.

Ganhámos

Ganhou o rapaz esquisito. Ganhou o rapaz que fazia gestos estranhos e caras estranhas e que usava roupas largas demais. Ganhou o rapaz com demasiado cabelo. Ganhou o rapaz que metia medo. Ganhou a música entediante. Ganhou a música que mais parecia uma cantiga para adormecer. Ganhámos.

Ganhou o sentimento. Ganhou a simplicidade. Ganhou a humildade. Ganhou a emoção. Ganhou o mundo com o significado, com a força, desta belíssima canção. Ganhou a música que foi amada por todo o mundo, mesmo que muitos não entendessem as palavras cantadas. Ganhámos.

 

"Vivemos num mundo de música descartável, de música ‘fast-food’ sem qualquer conteúdo. Isto pode ser uma vitória da música, das pessoas que fazem música que de facto significa alguma coisa. A música não é fogo-de-artifício, é sentimento. Vamos tentar mudar isto. É altura de trazer a música de volta, que é o que verdadeiramente interessa."- Salvador Sobral

 

Parabéns, irmãos Sobral. Parabéns, Portugal.

 

No Laboratório #1

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 Porque não faz sentido agarrarmo-nos a quem já não adiciona nada à nossa vida. A quem não contribui para a nossa felicidade. Porque merecemos mais do que pessoas que estão na nossa vida só porque sim, só por estar. Porque de quando em vez é necessário subtrair algumas pessoas da nossa vida.

Reciprocidade e Respeito (de mi para tim #2)

Hoje, banhando-te na alegre inocência que a tua tenra idade te permite, ainda não sabes isto. Duvido que sequer imagines que algo assim te pode vir a acontecer. Duvido que imagines problemas maiores do que não encontrares o teu brinquedo favorito, mas um dia terás outras preocupações. Preocupações essas que, felizmente, ainda de ti distantes se encontram.
Um dia, alguém vai despertar em ti algo que não sabias que existia. Um dia, o teu coração vai bater mais rápido quando pensas naquela pessoa. Uma pessoa que podia ser apenas mais uma, mas não é. Uma pessoa que te aquece o coração. Alguém que, aos teus olhos, se destaca no meio de uma multidão. Haverão, um dia, pessoas pelas quais darias a tua própria vida só para que os seus olhos pudessem continuar a brilhar. Haverão, um dia, pessoas, momentos, memórias que te impedirão de pregar olho. Que, mesmo em sonhos, se recusam a abandonar-te. Algumas pessoas farão com que faças coisas que nunca imaginaste fazer. Algumas pessoas serão mais que meras pessoas para ti. E isso está bem.
No entanto, nem todas as pessoas sentirão por ti o que sentes por elas. Nem todas as pessoas serão capazes de fazer por ti o mesmo que tu farias por elas. Nem todas as pessoas estarão dispostas a acordar a meio da noite para vir em teu socorro mesmo que fizesses o mesmo por elas, sem sequer pensar duas vezes. E isso está bem.
No entanto, nem todas as pessoas vão saber respeitar o que sentes por elas, independentemente do que elas sentem por ti. Algumas pessoas irão aproveitar-se do teu amor, do teu carinho, de tudo o que estás disposto a fazer por elas em seu benefício. Algumas pessoas irão usar a cegueira provocada pelos teus sentimentos para te ludibriar. Algumas pessoas irão aproveitar-se de ti, do que és, dos teus sentimentos, do teu coração, da tua bondade. E isso não está bem.
Não receies amar. Mesmo que os teus sentimentos não sejam correspondidos. Mesmo que quem mais amas não retribua os teus gestos. Mas não deixes que os teus sentimentos toldem o teu discernimento. Ama sem medos, mas nunca te esqueças que nem toda a gente tem o teu coração puro, a tua necessidade de fazer os outros felizes. Nunca te esqueças que nem todos têm as melhores intenções deste mundo para ti. Nunca te esqueças que nem todos são merecedores do teu amor. Nunca te esqueças de te amares a ti próprio antes de amares mais alguém.
Ama muito. Ama imenso. Ama, porque só amando podes ser verdadeiramente feliz. Mas nunca te esqueças, ama-te primeiro, muito, imenso. E, depois de sentires por ti um sólido amor imortal, apaixona-te pelos outros. Muito. Imenso.

Ela é mãe.

Ela é a coluna que te suporta.
Ela é a lutadora que vence todos os teus medos. 
Ela é a médica que cura todas as tuas feridas.
Ela é a palhaça que te desperta um sorriso quando tal parece impossível.
Ela é a companheira que se mantém ao teu lado quando todos de ti se parecem ter esquecido.
Ela é a esponja que de ti todo o sofrimento absorve.
Ela é a rainha que todos respeitam.
Ela é a maratonista que por ti até ao fim do mundo é capaz de correr.
Ela é a artista que te criou.
Ela é a altruísta que tudo te dá e que de ti nada espera.
Ela é a sonhadora que os teus sonhos alimenta.
Ela é a treinadora que te prepara para a vida.
Ela é a força que te dá força.
Ela é a fonte das melhores memórias que nunca quererás esquecer.
Ela é a enciclopédia que todas as tuas curiosidades satisfaz.
Ela é a lanterna que o teu caminho ilumina quando nada consegues ver.
Ela é a mágica que todos os problemas faz desaparecer.
Ela é a super heroína que a todos acode.
Ela é linda.
Ela é mãe.

Espalhando felicidade.

De angelical ou memorável a sua face tem pouco. As suas formas não são propriamente invejáveis. Ao seu nome não se associa uma vasta quantia. Mas não é isso que a impede de ser especial. Porque ela tudo domina, na sua simplicidade. Ela é simplesmente bela. Simplesmente inteligente. Simplesmente fantástica. Simplesmente simples. Simplesmente ela. Ela não necessita de ser dona de muito, pois o mais importante ela possui. Possui-se a si mesma. Pertence-se. Ela é dona de si mesma, e não ousa esse facto ostentar.
Todos os dias ela espanta com a sua simplicidade. Diariamente, ela ensina sucessivas lições a quem a rodeia. A quem às suas ações alguma atenção dedica. A quem está disposto a aprender, ela ensina que não é necessário ser-se grande para se ter grande relevância. Que não é necessário ter muito para muito se fazer.
Poucos são os que a compreendem verdadeiramente. Para aqueles que nunca necessitaram de alguém como ela, ela é apenas mais uma, descobrindo quem é e procurando quem ambiciona ser. Mas para quem nela vê a luz que ilumina o seu caminho, ela é única. Para quem necessita da sua inigualável força para ser erguido do chão, ela é especial.
A sua riqueza é tirar os pobres de espírito da miséria. A sua fortuna é transformar os que menos têm em felizes afortunados. Ela vive para os outros, mas não se esquece de si. Tem sonhos para si e para os que a rodeiam. Ela acredita que pode mudar o mundo. Para ela, não há impossíveis. Ela acredita que, se acreditar o bastante e trabalhar arduamente, tudo o que mais deseja irá conseguir. Para alguns, ela é ingénua por acreditar que tudo lhe é possível. Mas ela não desanima, não se deixa influenciar por opiniões alheias. Talvez ela não consiga conhecer todos os caminhos que deseja explorar. Talvez ela não consiga todos os lugares deste mundo alcançar. Talvez suceda, talvez falhe. Mas o falhanço não a assusta, porque mesmo se não encontrar todos os lugares que procura, o processo de encontrá-los pode ser o mais fascinante da sua vida.
Ela não é das que vivem de aparências. Ela não vive para o aplauso das pessoas. Ela não vive para a fama, para as capas dos jornais. Ela vive para os momentos. Para as memórias. Ela não deseja prémios nem reconhecimentos. Deseja apenas que, quando tudo o que de si restar forem as memórias, que elas encham o coração de quem dela saudades tem. Deseja ser recordada como alguém que viveu para os outros. Deseja ser recordada como alguém que foi feliz espalhando à sua volta felicidade.

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Luísa

"No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e o que é que estamos a fazer e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade." - José Saramago

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