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Inspiration Lab

15.

15 anos. C'um caraças. Como assim? Sendo pouco, é tanto tempo! Como é que o tempo passou assim?

Ainda ontem me escondia do monstro do armário. Ainda ontem ansiava pela prenda da fada dos dentes. Ainda ontem acreditava que, bem escondida debaixo dos meus lençóis, estava bem segura, protegida de todos os males do Universo. Ainda ontem cabia no colo de quem mais gostava. Ainda ontem de tudo tinha medo, sem nada realmente recear. Ainda ontem chorava, só porque sim, só para chorar. Ainda ontem me recusava a parar de sonhar. Ainda ontem me perguntava se da minha pessoa aos 15 anos me iria orgulhar. 

Hoje tudo mudou, sem que nada realmente tenha mudado. Já não receio monstros. Minto, aliás. Já não receio os monstros que outrora imaginei dentro de armários. Mas continuo a recear outro tipo de monstros, como aqueles que moram dentro de nós. Aqueles dos quais não nos podemos esconder. Já não acredito na fada dos dentes, mas acredito, sim, que a magia existe e é bem visível, mas só se mostra àqueles que estão preparados para a ver. Hoje prefiro o conforto de quem mais gosto ao quentinho da minha cama. Continuo a ter medo de tudo. Continuo sem nada recear. Continuo a gostar, de vez em quando, de chorar, só mesmo por chorar. Continuo a recusar-me a parar de sonhar. Que é, afinal, esta vida sem o sonho? Que sou eu senão uma eterna criança, uma persistente sonhadora? Hoje, espero primeiro que daqui a 15 anos seja alguém. E, se possível, alguém de quem me possa orgulhar. 

Bem, chega de nostalgias, que ainda começo para aqui a suar da vista e não quero o traje festivo arruinado. Hoje é para festejar, para celebrar a vida, a minha vida, para relembrar os 15 que já deixei para trás. Hoje é, também, para agradecer por me ter sido permitido viver estes fantásticos 15 na companhia dos que tornaram estes 15 os melhores 15 que alguém podia desejar. Vou ficar por aqui, que já me estou a alongar. E que venham mais 15, e bem mais do que mais 15, com a saúde e alegria que me têm vindo a acompanhar!

Luísa

"No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e o que é que estamos a fazer e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade." - José Saramago

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